PDTI: Plano Diretor de Tecnologia da Informação
Funciona como um guia de médio e longo prazo (geralmente de 2 a 5 anos), garantindo que a tecnologia esteja alinhada aos objetivos da empresa. A revisão deve ser feita anualmente e sempre que houver necessidade.
O Plano Diretor de Tecnologia da Informação é um documento estratégico que orienta o uso da tecnologia dentro de uma organização, com período geralmente entre 2 a 5 anos, para definir:
- Metas e diretrizes tecnológicas
- Projetos prioritários
- Recursos necessários
- Cronograma de execução
- Políticas de governança, segurança e inovação
Principais benefícios:
- Realizar investimentos mais inteligentes
- Evitar retrabalhos e custos extras
- Elevar sua maturidade digital
- Preparar-se para o futuro com mais clareza
- Organização, previsibilidade, controle e alinhamento de tecnologia com a estratégia das áreas de negócio.
Importância:
- Alinhamento estratégico: A tecnologia passa a servir diretamente às metas do negócio, e não o contrário.
- Melhor organização dos investimentos: O orçamento de TI deixa de ser um "custo imprevisível" e passa a ser um investimento planejado.
- Redução de riscos: Com políticas e diretrizes bem definidas, diminui-se a chance de falhas, vulnerabilidades e interrupções.
- Eficiência e produtividade: Processos podem ser automatizados, sistemas integrados e equipes otimizadas.
- Base sólida para inovação: Ao entender a infraestrutura atual e futura, a empresa consegue inovar com mais segurança.
O que é contemplado?
Embora cada empresa possa adaptar o formato às suas necessidades, um PDTI geralmente contempla:
- Diagnóstico da Situação Atual: Infraestrutura, sistemas, processos, equipe, políticas e maturidade em TI.
- Análise de Lacunas (Gap Analysis): Quais são as deficiências tecnológicas atuais? O que falta para alcançar os objetivos desejados?
- Diretrizes e Objetivos Estratégicos: Quais resultados tecnológicos a empresa quer atingir? Como esses resultados apoiam o plano estratégico corporativo?
- Portfólio de Projetos de TI: Lista de iniciativas prioritárias, como modernização de sistemas, migração para nuvem, automações, upgrades etc.
- Plano de Investimentos: Estimativa de orçamento, licenças, contratações e infraestrutura.
- Cronograma Geral: Fases do projeto, prazos e responsáveis.
- Governança e Segurança da Informação: Políticas, normas, controles e boas práticas recomendadas.
Quem deve participar da elaboração e revisão do PDTI?
Embora a gestão seja de tecnologia, o PDTI deve ser construído de forma colaborativa, com:
- Diretoria/executivos
- Gestores de áreas
- Equipes de TI
- Principais usuários
- Consultores especializados (quando necessário)
Como implementar um Plano Diretor de Tecnologia?
- Levantamento de dados: Entrevistas, auditorias, inventário de ativos e análise de processos.
- Diagnóstico: Identificação de forças, fraquezas e oportunidades de melhoria.
- Planejamento estratégico de TI: Definição de metas, indicadores e diretrizes.
- Priorização: Nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo. É hora de definir o que vem primeiro.
- Execução: Implementação dos projetos conforme o cronograma.
- Monitoramento contínuo: Avaliação de indicadores, revisões periódicas e ajustes necessários.
Se a sua empresa ainda não possui um Plano Diretor de Tecnologia, este é o momento ideal para começar.